As temáticas dos módulos da disciplina de Português têm suscitado um trabalho de descoberta dos contextos históricos e culturais que lhes são próximos. A propósito dos estudos dos escritores Portugueses do século XIX, como Cesário Verde e Eça de Queirós, foi desenvolvido um trabalho de descoberta da cidade e do seu património artístico e literário que é de muitos desconhecido.


O ponto de partida é a nossa Praça maior – o Terreiro do Paço – outrora palco de episódios que mudaram a história e o saudoso Cais das Colunas. Visitámos o Martinho da Arcada, o café do poeta, que guarda ainda testemunho da sua passagem. Do paço da Rainha ao Largo do pelourinho, hoje Praça do Município, seguimos em direcção ao Cais do Sodré, ponto de partida para outras paragens, observados pela estátua do Duque da Terceira, no largo com o mesmo nome. Subimos à cidade, sob o mote de Eça, “Sobre a nudez forte da verdade, o manto diáfano da fantasia” inscrito na estátua em sua homenagem no Largo Barão da Quintela. A partir deste ponto, todas as esquinas são elementos de diálogo com os textos que nos deixaram: o Largo Camões e o seu tesouro escondido; as referências do alfacinha Fernando Pessoa, que nasceu a dois passos no largo de S. Carlos; as lojas de renome e os cafés carismáticos da Rua Garrett; a mundaneidade do ambiente feito de um mosaico de línguas, de estilos, de tribos. O coração de Lisboa é multicultural e essa é uma descoberta que deixou extasiados os alunos que nunca aqui vieram, porque moram longe e esta foi a primeira oportunidade de conhecer a cidade para onde vieram estudar.

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